NOVIDADES 23 de Fevereiro, 2018
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Preço baixo desagrada todos elos da cadeia do arroz

 A principal preocupação do setor arrozeiro é a redução da demanda interna e externa nas duas últimas safras que resultou no aumento do estoque de passagem e que pressiona os preços para baixo. A entidade esteve presente na quinta-feira (22/02) participando do painel “Conjuntura e Cenários para a Safra 2017/2018".O desafio é encontrar uma maneira usando a inteligência de mercado e união de todas as partes envolvidas para precificar e sustentar o preço. Hoje, o valor da saca de arroz está, em média, a R$ 35,05 no Rio Grande do Sul, ou seja, abaixo do preço mínimo que é de R$ 36,01.

- O mercado é soberano porque vive de expectativa, oferta e demanda. O que dificulta é que o setor vem sofrendo uma concorrência muito forte e, às vezes, desleal. Essa briga que inicia no estabelecimento reduzindo o preço da venda vem sendo sentida em cadeia e esmagando margens até chegar no produtor – afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz), Elton Doeler.

O representante da entidade lembrou que na "20ª edição da Abertura da Colheita do Arroz”, realizada naquela época em Camaquã (RS), o cenário econômico era muito parecido com o de hoje.

- Naquele momento começamos a ter uma relação mais próxima entre o produtor e indústria. A verdade é que essa situação não é nova e não é simples de se solucionar. Ano após ano, temos uma depressão indesejada na qual os preços baixam, o que não é bom para nenhum elo da cadeia – completou.

A 28a Abertura Oficial da Colheita do Arroz iniciou na quarta-feira (21/02) e encerrou na sexta-feira (23/02), na Estação Experimental do Arroz – IRGA. A realização é da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz).

 
Fonte: GRUPO CULTIVAR