NOVIDADES 16 de Abril, 2018
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Exportação de arroz cresce 354% em março - CAMPO ABERTO

 Além da soja, outro produto ganhou destaque nos negócios com o mercado externo tanto no primeiro trimestre quanto em março: oarroz. O percentual de crescimento de volume embarcado é de 376% na comparação com igual mês de 2017, com 139,52 mil toneladas negociadas, aponta levantamento da assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). Em receita, o aumento foi de 354%.

 

O primeiro propulsor desse avanço foi conjuntural. O produto brasileiro está mais atrativo no mercado global, justamente em razão da baixa de preços - que tanto prejudica os arrozeiros. O valor, em dólar, em março, foi o menor desde março de 2016.

 

- Os Estados Unidos tiveram quebra forte na produção de arroz e são grandes competidores do Brasil. Isso abriu uma janela interessante para exportar - acrescenta Antônio da Luz, economista-chefe do Sistema Farsul.

 

Para o economista, outro fator pesou no resultado: os leilões do governo. Muito do arroz comprado pelo mecanismo seria para a exportação. Diretor comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Tiago Barata discorda. Para ele, os efeitos da vendas feitas pelos mecanismos de Prêmio de Escoamento para a Produção (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) devem aparecer daqui para a frente.

 

- Esse resultado nas exportações do arroz é pela questão de preço - completa Barata.

 

Tão importante como os resultados do volume embarcado são os números da importação do cereal, acrescenta o diretor comercial. Neste ano, o Brasil comprou, em março, 36 mil toneladas. No ano passado, havia adquirido 172 mil toneladas:

 

- Esse preço em baixa do arroz brasileiro no mercado internacional nos tornou competitivos e, ao mesmo, fez com que uruguaios e paraguaios procurassem mercados que pagam mais.

 

Para Elton Doeler, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz), toda e qualquer ajuda que fomente a demanda pelo produto é considerada importante:

 

- Quando vieram o PEP e o Pepro, muitas empresas vislumbraram a possibilidade de exportação, e o mercado começou a se regular. O objetivo dos leilões é enxugar a oferta, e isso têm conseguido fazer.

Fonte: Zero Hora - RS