DICAS 01 de Novembro, 2018
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Arroz: conheça os tipos, as diferenças e seus benefícios

arroz está entre os alimentos mais consumidos no mundo todo e por ser rico em carboidratos, é uma excelente fonte de energia. "O arroz possui nutrientes importantes para o organismo, como vitaminas do complexo B, além de um aminoácido essencial conhecido como lisina", explica a nutricionista Thayana Albuquerque.

orém, existem diferentes tipos de arroz e segundo a nutricionista Audrey Abe, cada um possui uma qualidade específica, seja em relação ao seu valor nutritivo ou nas diferenças de sabor. Conheça as variações do grão:

Tipos de Arroz

Arroz Polido ou Agulha: Esse é o arroz mais comum, também chamado de arroz branco ou tradicional. Como tem sua "casca" retirada durante o seu processo de fabricação - por isso recebe o nome de polido - não é um dos tipos de arroz mais nutritivos. O seu ponto forte é ser o mais barato, mais fácil de encontrar e o que tem maior funcionalidade, podendo ser usado para fazer uma lista grande receitas. Além disso, o arroz polido é o que demora menos tempo para ficar pronto. A proporção para o cozimento deve ser de duas xícaras de água para cada uma de arroz, para que ele fique macio e sem ficar com o aspecto "papa" ou grudento.

Arroz Integral: Por não passar pelo processo normal de industrialização, o arroz integral mantém a camada externa do grão, conservando as suas principais qualidades e contém três vezes mais fibras do que o industrializado, cinco vezes mais vitaminas e quatro vezes mais magnésio. "Além de ter vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e minerais, é rico em fibras, que ajudam a manter o intestino regulado", diz a nutricionista Audrey Abe. O integral pode ser encontrado com facilidade, mas o seu preço é maior que a versão tradicional. Na hora de preparar um prato com arroz integral, é importante lembrar que ele demora mais para ficar pronto e precisa de mais água para ficar com uma consistência boa para consumo. Deve-se usar o mesmo número de xícaras de água e de arroz e esperar pelo menos duas vezes mais tempo até tirá-lo da panela.

Arroz Parboilizado: Esse tipo de arroz, assim como o integral, está caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros. Ao passar por um tratamento hidrotérmico (água fervente), que consiste em cozinhar parcialmente os grãos com casca, parte das vitaminas e minerais passam da casca para o interior do arroz, aumentando o valor nutritivo e concentrando uma maior quantidade de vitaminas do complexo B em cada grão. "O processo hidrotérmico enriquece a parte interna do arroz, deixando-a com valores nutritivos próximos ao arroz vendido com casca. Além disso, a temperatura superior a 58 graus usada no processo de parboilização muda a composição do amido, fazendo com que o arroz absorva ainda mais nutrientes da casca", diz Audrey Abe. Facilmente encontrado, principalmente em lojas de produtos naturais, esse tipo de arroz segue o mesmo padrão de preparo do arroz branco.

 Arroz Cateto ou Japonês: Como o próprio nome já diz, essa variedade é a base da culinária japonesa. Os grãos curtos, curvados e um pouco transparentes têm grande quantidade de amido e, após o preparo, tendem a ficar mais macios e cremosos, se comparado com o arroz polido. Ele também pode ser encontrado com grãos que mantêm a sua casca e o gérmen, concentrando assim o seu valor nutricional. "Esse tipo de arroz também tem a sua versão \\\'integral\\\', que conserva maiores quantidades de vitaminas do complexo B e minerais", explica a nutricionista Audrey Abe. Para deixar o arroz cateto mais macio, sem que ele fique grudado, é importante deixá-lo um pouco mais de tempo cozinhando do que o arroz tradicional, seguindo o padrão de uma xícara de água para cada duas de arroz.

Arroz Arbóreo: Possui o grão mais arredondado e concentra bastante amido, conferindo consistência cremosa. Também tem uma incrível capacidade de absorver condimentos. Por isso, é o mais indicado para preparações de risotos. "Como não possui casca e não passa por nenhum processo que conserve seus nutrientes, o arroz arbóreo tem o mesmo valor nutricional do arroz tradicional", diz Audrey Abe. Ele pode ser encontrado em redes de supermercados normais, e o seu modo de preparo é o mesmo do arroz tradicional.

Arroz Basmati ou Indiano: Famoso por seu aroma adocicado de nozes, o diferencial do arroz basmati em relação ao comum é o seu gosto mais forte e a sua capacidade de reter água durante o preparo sem que os grãos fiquem grudados uns nos outros. "Os grãos deste tipo de arroz são bem mais longos e ficam ainda mais compridos quando cozidos. Mesmo que os níveis nutricionais sejam praticamente iguais aos do arroz branco, ele pode ser usado em ocasiões especiais para variar o cardápio", diz a especialista. O arroz indiano é mais caro que o tradicional, e é possível encontrá-lo em lojas especializadas em produtos naturais ou orientais. Como já possui um gosto bastante característico, ele dispensa a adição de temperos durante o preparo.

Arroz Vermelho: O arroz vermelho é rico em monocolina, substância que pode auxiliar na redução do nível de LDL (colesterol ruim) no sangue, aquele que pode causar infartos e derrames cerebrais. Além disso, segundo a nutricionista, o extrato desse tipo de arroz pode auxiliar na circulação sanguínea, na digestão e nas funções intestinais. Apresenta também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz branco. O preparo pode ser feito da mesma maneira que o arroz tradicional. Ele também é bastante acessível e pode ser encontrado em redes de supermercados.

 

 Arroz Selvagem: "Ainda pouco encontrado no Brasil, o arroz selvagem, apesar do nome, não é um arroz de verdade, mas um tipo diferente de gramínea. Os grãos são escuros (marrons e pretos) e o seu comprimento é três vezes maior que o do arroz comum, tendo em seu interior um aspecto claro e macio. "Ele é bastante usado na culinária oriental, mas como são poucos os lugares em que é produzido (Estados Unidos e Canadá), ainda é pouco conhecido no Brasil e difícil de ser encontrado fora de lojas especializadas em produtos naturais", diz a nutricionista Audrey Abe. As suas qualidades nutricionais também chamam a atenção, pois este grão é pobre em gorduras e rico em proteínas, lisina (um aminoácido benéfico ao corpo) e fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas.

 Consumo e indicações

 A nutricionista Thayana Albuquerque afirma que o arroz pode ser consumido diariamente em quantidade moderadas, o que significa em média 4 colheres de sopa de arroz por dia. "Se a pessoa for diabética, sugere-se o consumo de arroz integral, preto ou vermelho para que as fibras presentes não causem um aumento rápido de insulina e glicemia", orienta Thayana.

 Benefícios do arroz

  • Anticancerígeno: "Aliado ao feijão, o consumo de arroz reduz o risco de câncer oral, que compreende a cavidade bucal, a faringe e laringe. Tanto o arroz quanto o feijão têm baixo nível de gordura saturada, além de possuírem fibras e proteínas vegetais complementares. A ideia é de que o consumo conjugado de arroz e feijão oferece elementos importantes que previnem contra o câncer oral", explica a nutricionista Patrícia Oliveira Brito.
  • Melhora a saúde cardiovascular: "Cereais e grãos integrais são extremamente importantes para o bom funcionamento do nosso organismo. O arroz integral, por exemplo, apresenta alto teor de fibras que ajudam na regularização do intestino. Porém, também é um grande aliado no controle de colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Isso porque as fibras ajudam a diminuir tanto a retenção de líquidos e o colesterol no sangue", afirma Patrícia.
  • Ameniza as náuseas na gestação: "O Arroz é benéfico em qualquer fase da vida, porém durante a gestação pode suavizar as náuseas. Não é apenas interessante nos casos de diabetes gestacional, mas também nos primeiros meses de gravidez, sobretudo quando existem náuseas, já que proporciona energia durante um tempo prolongado sem um grau de esforço digestivo, além de uma sensação de saciedade que ajuda a suavizar as náuseas", diz Patrícia.
  • Auxilia atividades neurotransmissoras: "O arroz possui altos níveis de nutrientes que estimulam o crescimento e atividade dos neurotransmissores. Vários tipos de arroz selvagens foram testados para estimular as enzimas neuroprotetoras no cérebro que inibem os efeitos dos radicais livres e outras toxinas perigosas que podem causar demência e doença de Alzheimer. Além de possuir antioxidantes, é rico em vitaminas do complexo B que são responsáveis por atividades neurotransmissoras, pois trabalham em conjunto para promover o sistema imune e o cérebro saudável, por proteger tecidos nervosos contra a oxidação, aumento da memória e por isolar as células nervosas", explica o nutricionista Carlos Cristovão.
  • Regulariza o intestino: "Os arrozes ajudam na regularização do trato intestinal, mas o mais indicado para isso é o arroz integral. Este grão apresenta maior quantidade de fibras concentradas, vitaminas e minerais, auxiliando a regular e limpar o intestino?, explica Patrícia.

Benefícios reais do arroz para a pele

A dermatologista Bhertha Tamura afirma que os efeitos benéficos do arroz, da aveia e do amido são utilizados a muitos anos na dermatologia para o tratamento de várias afecções da pele, especialmente na área da pediatria, pelas suas propriedades calmantes, nos banhos ou compressas. Saiba aqui quais os benefícios do arroz na pele.

Contraindicações

A nutricionista Patrícia Brito alerta que o arroz, assim como qualquer outro alimento, se consumido em excesso pode ser prejudicial à saúde. Isso porque, além das fibras, o arroz é rico em carboidratos, e por isso seu consumo deve ser controlado.

Referências

  • Audrey Abe - Nutricionista colaboradora da rede Natural em Casa
  • Bertha Tamura - Formada em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), mestrado e doutorado em Dermatologia pela Universidade Estadual de São Paulo (USP).
  • Carlos Cristóvão - Nutricionista e educador físico
  • Patricia Oliveira Brito - Nutricionista
  • Thayana Albuquerque - Nutricionista, Naturopata, Pós Graduada em Geriatria e Gerontologia, Nutrição e Suplementação Esportiva, Mestre em Neurociências e Biologia Celular
Fonte: minha vida