NOVIDADES 29 de Abril, 2019
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ABIARROZ: Autocontrole é avanço para indústria brasileira de alimentos

 A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (ABIARROZ) considera um avanço para o país a implementação do sistema de autocontrole, anunciado pela ministra Tereza Cristina (Agricultura). Com o autocontrole, a responsabilidade pela qualidade e sanidade dos alimentos oferecidos aos consumidores será compartilhada pela indústria e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na avaliação da ABIARROZ, o autocontrole reforçará a importância dos procedimentos já adotados pelo setor em relação à qualidade e à sanidade do cereal. Um dos maiores produtores mundiais de arroz, o Brasil supre o consumo interno e ainda exporta o excedente.

Segundo a ABIARROZ, a indústria brasileira do cereal é uma das mais modernas e dinâmicas do agro nacional. Isso, pontua a entidade, é resultado dos investimentos em processos voltados a oferecer ao mercado um produto de qualidade e saudável. Por isso, observa a ABIARROZ, o complexo industrial arrozeiro está preparado para adotar o sistema de autocontrole.

A ABIARROZ vem acompanhando as discussões sobre o tema desde o início do ano, quando a ministra Tereza Cristina anunciou a intenção de mudar o sistema de fiscalização de qualidade da produção agropecuária. A entidade também participa de estudos técnicos no âmbito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com vistas a acompanhar e melhor contribuir com as discussões sobre o tema.

Comitê Técnico

No início deste mês, o Mapa criou o Comitê Técnico Permanente de Autocontrole, responsável por propor a implementação, monitoramento e avaliação dos programas de autocontrole, identificar atos normativos que serão necessários, apoiar a articulação de ações conjuntas, como troca de experiência e capacitação, e sugerir subcomitês para temas específicos.

“O autocontrole nada mais é do que a responsabilidade de ambos os lados. O setor privado tem que cumprir sua parte e nós precisamos ir lá e ver se os protocolos estão sendo seguidos”, disse, recentemente, Tereza Cristina.

O avanço no modelo de autocontrole, assinala o Mapa, segue a tendência mundial crescente do uso de sistemas voluntários de certificação de qualidade dos produtos de origem animal e vegetal, bebidas e insumos (adubos e defensivos).

Algumas mudanças previstas pelo sistema de autocontrole exigirão que o Mapa encaminhe, nos próximos meses, proposta de projeto de lei ao Congresso Nacional.

 

Fonte: Agro em dia