07 de Maio, 2020
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Busca por ovos, arroz e feijão em aplicativo cresce 164% durante a pandemia

 

O Ifood verificou alta de 164% na procura por alimentos básicos em supermercados cadastrados no app e aumento de 115% em itens de feira

17:05 | 06/05/2020

Cresceu mais que o dobro a busca por alimentos básicos, incluindo ovosarrozfeijão e enlatados, no aplicativo de delivery Ifood. No comparativo entre os meses de fevereiro e março deste ano, quando a pandemia chegou no Brasil, o aumento foi de 164% na procura por alimentos básicos em super mercados cadastrados na plataforma.

A alta foi de 115% em itens de feira e 94% em padaria, que inclui pães e laticínios. O Ifood também verificou mais interesse dos usuários em pedidos de doces e bolos (crescendo 61%), açaí (alta de 60%) e sorvetes (alta de 56%).

De acordo com a empresa, a mudança de demanda e comportamento no perfil dos usuários foi observada a partir da partir da segunda quinzena de março. Mais de 600 estabelecimentos parceiros operam em 127 cidades pela plataforma. No mês de março, o ifood trabalhava com 170 mil entregadores em todo o País. A empresa não liberou dados regionais.

Em nota, o Ifood explica que, diante do cenário atual, os valores de gorjetas pelo aplicativo, que antes eram de R$1, R$ 2 e R$ 3, passaram a ser de R$ 2, R$ 5 e R$ 10. "Esses valores são repassados integralmente aos entregadores e, entre março e a primeira quinzena de abril, o valor chegou ao montante de R$1,7 milhão de reais", diz a empresa. "No comparativo entre fevereiro e março, o valor das gorjetas teve uma alta de 218% e, em quantidade de gorjetas, houve um crescimento de 101%".

A empresa afirma que as entregas de refeições e supermercado pelo aplicativo têm gerado renda para mais de 2 milhões de pessoas, entre entregadores, funcionários de restaurantes e de supermercados. Ainda conforme a empresa, o momento é para "cuidar das pessoas e seus parceiros" e o aumento no número de entregas é tratado como "uma consequência e não uma oportunidade".

Rappi

O Rappi, outro aplicativo que trabalha com entregas, incluindo supermercados, farmácias, lojas e objetos particulares, não revelou balanço dos negócios, mas informou que houve aumento de pedidos nas verticais de farmácia e supermercado, "que entendemos que teve uma enorme responsabilidade de continuar abastecendo aqueles que precisam".

A empresa verificou aumento em pedidos de supermercados desde janeiro, o que consideraram então uma tendência de usuários preocupados com a chegada da pandemia no Brasil. Por meio da assessoria de imprensa, Rappi disse ainda que o "principal objetivo é seguir promovendo a conscientização entre clientes e entregadores". Isso inclui a implantação da entrega "sem contato", também adotada por outras companhias.

99

A 99 não abriu dados sobre balanço dos chamados em contexto de pandemia e afirmou que monitora diariamente esses cenários e seus impactos e implantou uma série de ações. A empresa informou que disponibilizou um fundo de US$ 10 milhões para ajudar motoristas que sejam diagnosticados com a Covid-19 ao redor do mundo, de acordo com a média de ganhos na plataforma.

Além disso, a empresa faz parceria com secretarias municipais ou estaduais de saúde para que valores de corridas de profissionais do setor sejam completamente repassados ao motorista. Também houve distribuição de mais de meio milhão de máscaras laváveis em 19 cidades do País, incluindo Fortaleza, além de desinfecção gratuita dos carros dos motoristas no Shopping Iguatemi.

99Food

Conhecido pelo trabalho com transporte privado de passageiros, a 99 está implantando na Capital cearense, em meio à pandemia, o aplicativo 99Food, que chega também para outras 12 cidades do País. Estabelecimentos interessados já podem ser cadastrados aqui. O aplicativo chega para consumidores nas próximas semanas.

Uber

A Uber, que conta com o serviço de entrega de restaurantes UberEats, foi contatada e informou apenas que "por ser uma empresa de capital aberto, a Uber não abre nem comenta esse tipo de dado".

Fonte: O POVO online